Meu nome é Luiza Trigo e eu nasci no dia 28 de outubro de 1988, no centro do Rio de Janeiro. O que faz de mim uma carioca da gema, só me falta a cor e o samba.  Naquela época, meus pais eram atores e davam aulas de teatro. Meu primeiro contato com o mundo ficcional foi com as histórias que meu pai inventava, tanto para livros como para o teatro. Quando mais velha, entrei no tablado e gostei muito de estar ali, principalmente porque em todas as aulas tínhamos que inventar alguma história, mas a minha timidez foi maior e acabei desistindo (quem me conhece hoje em dia, não acredita).

Eu sempre fui muito moleca/criança e nunca desisti de ser assim, mesmo depois de começar a ser chamada de “adulta”. Palavra que está, ainda, fora do meu vocabulário. (Risos). Acho que a vida é mais gostosa se vivida assim, sempre fazendo bagunça e comendo doce, muito doce! E fica mais fácil para sair do mundo real e viver nos mundos paralelos que eu crio. Eu sou tão criança, mas tão criança que meus olhos brilham por um simples pirulito “Candy Boom” (aquele que explode na boca, sabe?!) e até junto as mãozinhas como se tivesse agradecendo por estar “vendo” aquilo. (Risos). Faço manha e bico quando não quero alguma coisa e quando fico feliz e animada, pulo muito! Acho que parei no tempo.

Eu sou apaixonada pela Disney (a.p.a.i.x.o.n.a.d.a) e tenho vários bichinhos e bonecos no meu quarto. Sou daquelas que se encantam pelo príncipe e choram durante o filme! Mas não se enganem, também posso ser séria e trabalhar como gente grande, embora não prefira.

Outra coisa que adoro é doce! Já falei isso? (Risos). E adoro ainda mais fazê-los! Todos os tipos!

Vamos voltar a história, né?!

Meu período escolar não foi sempre bom. Até a terceira série estudei em uma escola chamada Senador Correa e minha vida lá era um sonho. Infelizmente, a escola faliu e esta notícia deixou todos os alunos devastados, porque nós amávamos estudar lá. Até hoje sinto saudades das salas, corredores e do pátio. Foi uma época muito gostosa.

Tive, então, que mudar de escola e aí começou o meu inferno. Da quarta a oitava série não tive muitos amigos na sala de aula, eu sempre pulava de grupo em grupo, mas nunca ficava por muito tempo em um mesmo. Os amigos que tinha nessa época não eram de lá, o que fazia das minhas manhãs um tormento. Fui bastante zoada também, acho que o que chamam de “bullying” hoje em dia. Inventaram um apelido para me chamar de “feia” e todos os meninos me chamavam assim. Eu estava “perdida” nessa escola, então, decidi mudar e fui estudar na EDEM, escola pela qual tenho um enorme carinho. Lá eu fui feliz. (Risos).  Todos eram amigos e não tinha panelinha. No terceiro ano, então… nem se fala.

Durante o ensino médio fiz alguns vídeos como projetos para entregar no fim do ano e acabei gostando da coisa. Fui cursar a faculdade de cinema e trabalhei um bocado como assistente de direção de DVDs de músicas como o de Wagner Tiso, Chico Buarque, Blitz e Maria Bethânia. Trabalhei, também, fazendo vídeos para um site de compras coletivas e alguns vídeos pessoais. E sempre que podia e me chamavam, trabalhava como fotógrafa, fazia books, fotos de shows… (Eu amo fotografia).

Em 2008 produzi meu primeiro curta metragem “Delito”, escrito e dirigido por mim. O filme foi selecionado para 4 festivais e ganhou dois prêmios de Melhor Curta-Metragem, incluindo o júri popular do festival Cinesul. Neste mesmo ano tive a ideia de Carnaval. Eu costumo brincar, dizendo que um santo baixou em mim. Eu nunca tinha pensado em fazer isso para valer. Lembro de ter vontade de escrever depois de ler bons livros, como Harry Potter (meu vício na adolescência), mas nunca levei a sério. E de repente, quando estava lendo Crepúsculo e desejando aquele vampiro, ou pelo menos parte dele (podemos tirar a que brilha no Sol), Carnaval me veio todinho na cabeça. Nasceu primeiro com o Felipe, que foi a minha versão do Edward, mais humano e com traços que eu preferiria ver em um menino. E o resto veio da minha viagem a Recife, do meu carnaval, de histórias passadas, histórias emprestadas e a maioria criada.

Eu entreguei Carnaval, primeiro, para minha irmã, que surtou a cada página. Suspeitando que ela estivesse gostando só porque éramos da mesma família, enviei o livro para uma das melhores amigas dela e ela surtou ainda mais. Fiquei surpresa, de verdade, e não sei de onde veio a ideia, mas do nada resolvi entregar para alguma editora.

Escrevi Carnaval em uma semana exatamente e, quatro dias depois de finalizar, entreguei para a Editora Rocco, minha querida editora.

Em 2010, cursei roteiro na New York Film Academy, em NY, onde também trabalhei para uma produtora local como assistente de produção e câmera. Esse curso me mudou radicalmente. Posso dizer que quando escrevi Carnaval e suas continuações, era ingênua e “pura” e depois do curso de roteiro, perdi totalmente minha inocência com a escrita. Antes eu saia escrevendo sem saber onde ia dar. Hoje já arquiteto toda a história antes de começar. Mas não me arrependo nem um pouco, essa foi a melhor experiência da minha vida! Melhor curso, melhor professor, melhor tudo. Foi a primeira vez que morei sozinha e com isso tive que aprender a me virar. Aquele período me mudou bastante, eu acho. Meus amigos foram os melhores que eu podia ter. Foi tudo perfeito. A falta que eu sinto de lá não cabe dentro de mim.

Voltei de NY pronta para trabalhar no livro e aqui estou. “Carnaval” foi lançado em Março de 2012 e desde então estou só focada nele. Visitando escolas, viajando para onde posso para divulgá-lo e pentelhando as pessoas desconhecidas nas livrarias e no Twitter. (Risos). E em 2013 pretendo fazer muito mais, triplicar o número de escolas, cidade visitadas, feiras de livros e leitores, é claro! Meus dias são assim, cuidando de um filhote que nem todos conhecem, mas deveriam conhecer, né?! E conversando com meus leitores mais que queridos no Twitter, pois sem eles eu não sou ninguém! E minhas noites, bom… aí é quando eu mirabolo e invento novidades, bagunças e histórias.

Meu sonho é viver de livro, queria lançar um por ano. Talvez ser colunista de uma revista teen (olhos brilhando) e quem sabe escrever seriados?! Enquanto isso eu vou escrevendo, escrevendo e… bagunçando. Costumo dizer que a minha ocupação é ser sonhadora, acho muita pretensão afirmar que sou escritora. Quem sabe um dia.

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