Você é o que você come? Não mesmo!

Meu post de hoje é um desabafo. Aposto (e espero) que muitos de vocês vão se identificar. E tomara que eu consiga plantar uma sementinha para que vocês colham coisas boas lá na frente.

Acho que desde os meus quinze anos eu tenho um pequeno colapso nervoso toda vez que subo na balança. É porque sempre tem aqueles quilinhos que teimam em não nos abandonar jamais. Aqueles quilinhos que são de uma lealdade ímpar, como se fossem mesmo um protetor, um guardião, um super herói ou qualquer coisa parecida. Só que ao contrário, claro!

Acontece que com quinze anos, o que a gente mais quer é ser popular no colégio, ter o corpo bacana como o das amigas ou conquistar aquele gatinho do terceiro ano. Com quinze anos, qualquer dietinha mais ou menos dá resultado. O seu metabolismo está tinindo e responde aos pequenos sacrifícios que você faz para enxugar os tais quilinhos invasores.

O perigo está nas loucuras que fazemos em busca do corpo perfeito. Remédios proibidos, restrições alimentares extremistas, distúrbios físicos e psicológicos perigosos e tentativas frustradas que só nos iludem e fazem mal.

Eu mesma já cometi algumas dessas loucuras. Emagreci sim e também fiquei doente. Emagreci sim e engordei o dobro logo em seguida. Emagreci sim e não fiquei feliz.
O fato é: não existe milagre quando o assunto é emagrecimento. Tem que fazer as coisas direitinho, gente. Tem que procurar um médico, tem que fazer exames e tem que ter disciplina. D-i-s-c-i-p-l-i-n-a!

Não é fácil e funciona naquele velho esquema “um dia de cada vez”. Confesso que até hoje eu não consegui ter o corpo dos meus sonhos, embora eu ainda me questione se o corpo é dos meus sonhos ou dos sonhos da sociedade, que dita regras e padrões que muitas vezes são humanamente impossíveis. É preciso ter essa ideia clara e consolidada dentro de cada um, para não transformar uma possível solução em mais um problema.

A minha dica para vocês (para nós) é se livrar dos preconceitos. A gente tem que parar com essa história de se espelhar no outro como se isso fosse uma verdade única. Quantas celebridades influenciam meninos e meninas de todas as idades sobre o que vestir, o que comer, o que fazer e até quem ser? Quantas coisas a gente lê na internet que não são nem um pouco verdadeiras? Quantas cobranças a gente se deixa ter em função daquilo que nem sabemos se combina com o que somos ou pensamos? É muito louco!

E quer saber? Nada disso é importante. Nada disso diz quem realmente você é. Nada disso forma verdadeiramente a opinião que as pessoas tem sobre você.

É legal perceber que com o passar dos anos, quando a gente ganha um pouco mais de maturidade, o foco do que é importante muda. Claro que cuidar do corpo é importante em todas as fases da nossa vida, mas um cuidado sinônimo de saúde e não de beleza. Ser saudável é indiscutível e garante que tudo funcionará dentro do esperado.

E ser bonita(o) vem de dentro. Ser bonita(o) transcende. Ser bonita(o) é mais que um corpo, uma roupa, um status. Ser bonita(o) é nos sentirmos bem com aquilo que somos, com as nossas atitudes, com os nossos pensamentos.

Hoje eu continuo lutando com a balança. Não pelos outros, mas por mim. Por entender que quanto mais eu me boicotar, menos eu vou atingir os meus objetivos. E isso não diz respeito apenas ao emagrecimento. Diz respeito à vida.

Hoje eu valorizo mais os exercícios físicos, mas não me privo de uma pizza com os amigos. Hoje eu procuro equilibrar a balança com aquilo que me faz bem (fisicamente) e com aquilo que me deixa feliz (mentalmente). A vida está aí para ser vivida, minha gente. Vamos desatar os nós que nos prendem a valores que quase sempre não são nossos e sorrir mais. 63kg em 1,55m de altura não definem quem eu sou! Os brigadeiros que como sem culpa nas festas de criança não definem quem eu sou! Os dias de preguiça quando eu mato a academia não definem que eu sou! Um sorriso no meu rosto, isso sim define quem eu sou!

Um beijo e até a próxima.

Ass.DaniRaposo