Lançamento “Fake” – Felipe Barenco

10277556_10203296942562810_8547947357686507310_nOlá, leitores do blog!

Sou escritor, amigo da Luly e ganhei esse super presente de aniversário dela: divulgar, em primeira mão pra vocês, o romance que vou lançar no final de julho. É um projeto que me dedico há anos, com muito, muito amor.

Quando era mais jovem (droga, acabei de fazer 31 anos!), eu senti muita falta de ler alguma história que abordasse um pouco os dilemas que estava vivendo, especialmente na descoberta da sexualidade. Vieram muitos trabalhos, me profissionalizei e então o desejo de escrever um romance que fosse um pouco o livro que eu nunca li.

“Fake” é sobre se sentir diferente quando nos vemos iguais a todo mundo, nessa fase especial em que não somos jovens nem adultos, onde existe um conflito latente e invisível entre duas gerações: os filhos que encaram a sexualidade de forma mais livre e a pressão de muitas famílias aprendendo a lidar com essa realidade. Hoje, a maior batalha é assumir-se dentro de casa. Isso, infelizmente, ainda não mudou. E eu pensei em todos os meninos, com seus 16, 18, 20, 25 anos, que são desafiados a serem valentes todos os dias. Não importa se “Fake” ficar datado daqui a dois anos. Na verdade, tomara que seja assim: “Nossa, ser gay já foi uma questão, lembra?”

Da primeira página em branco até o dia de ir para a gráfica, mergulhei numa jornada que exigiu e exige muito de mim. Tive que me desnudar para dar vida ao Téo; perder o medo da literatura, me convencer que era capaz. Mas eu não tinha escolha: eu precisava contar essa história.

E eu, que achava que “Fake” seria apenas um romance sobre descoberta da sexualidade, me mostrou que eu queria falar sobre a descoberta do amor. Pouco importava se o leitor fosse gay ou não.

Cansado de esperar editoras e, mais do que isso, querendo que o livro saísse do jeitinho que sempre sonhei, decidi lançar meu próprio selo editorial e entrar no mercado. Jamais tornaria a existência do meu livro refém da vontade dos outros. Porque ninguém sabe a importância dele pra mim.

A história fala sobre o Téo, um jovem prestes a completar 20 anos e que entrou para o curso de Direito. Ele se apaixona por outro menino, que descobre que tem HIV, e decide comprar a briga e seguir junto com ele.

A largada será dada no final de julho e as vendas, inicialmente, acontecerão apenas pela internet. Quem quiser acompanhar o processo, a fan page entrou no ar agorinha facebook.com/livrofake.

A capa é da  ilustradora Clara Gomes.

Então é isso. É uma honra pra mim anunciar o livro pela primeira vez aqui, para leitores que a Luly tanto ama e no espaço de uma escritora que eu admiro demais.

 Por fim, deixo o textinho que vai na contracapa:

Antes de nascer, Deus me perguntou: “Téo, você quer ser platônico ou daltônico?” Eu respondi rápido, me achando muito esperto: “Daltônico não, não quero ver o mundo em preto e branco”. Então, Ele se vingou de mim e disse: “Vai, Téo, siga platônico. E esteja fadado a enxergar cor onde simplesmente não existe”.

Tchau, gente!