Operação Cabelo Bonito – Parte 1: hidratação, nutrição e reconstrução?

Oi, tudo bem? Prazer! Meu nome é Tarsila, mas também respondo por Tarsi, tenho 21 anos e sou jornalista. Quer dizer, gosto tanto de escrever que resolvi fazer disso a minha profissão; mas ao contrário da Lu, não sou tão criativa pra um romance. Ainda assim, adoro ouvir e contar  histórias. Acredito em horóscopo (touro com lua em touro e ascendente em escorpião, e vocês?) e no poder das futilidades. Coleciono esmaltes, maquiagens e dicas de beleza e é disso que eu vou falar por aqui – com um amor especial pelos produtos baratinhos e receitas caseiras. Meu livro preferido da vida é Harry Potter e sempre ouvi comparações com a Hermione, orgulhosamente; hoje em dia tenho um toque de humor que não sei se veio dos Marotos ou dos Weasley.  Às vezes me sinto idosa, mas na verdade mal saí da adolescência – e com orgulho!

Siiim, uma coluna de beleza aqui no blog da Luly! Agora que a gente já se conhece, vou contar para vocês como vai começar essa brincadeira muito divertida: falando sobre cabelo. Não sei vocês, mas eu já briguei muito com a minha juba, principalmente na adolescência. Meu cabelo foi liiiiiso, depois começou a ondular e ficou aquela coisa bem leonina (e as comparações que eu falei na apresentação são um pouco por causa disso, hein). Hoje sou apaixonada por ele! Mas isso é assunto para outro post. Só que tem um monte de coisas que eu sei hoje e gostaria de ter sabido há mais tempo. Por isso, achei que seria uma boa estrar a coluna com a Operação Cabelo Bonito.

Operação Cabelo Bonito

São vários fatores que deixam os fios daquele jeito que a gente até suspira quando vê… aiai… e, prometo, vou abordar cada uma delas! A melhor parte é que não precisa gastar muito, não, viu? Dá para ter os mesmos resultados dos cremes caros  com coisas que você tem em casa, na cozinha. Opa, mas isso é spoiler dos próximos capítulos, porque hoje nós vamos falar de hidratação, nutrição e reconstrução capilar.

A primeira coisa a dizer sobre isso é: todo mundo precisa passar por essas etapas. A segunda coisa é que não são a mesma coisa! Fica difícil saber, porque é comum encontrarmos na prateleira da perfumaria uma máscara reparadora hidratante nutritiva intensiva, que tem queratina, açaí e óleo de castanha, por exemplo. Mas dificilmente uma máscara vai ser multiuso assim, porque cada etapa pede coisas bem específicas, e os ingredientes acabam pendendo pra um dos lados. E muitas vezes, você coloca no seu cabelo o que ele já tem. Aí, além de faltar de um lado, sobra do outro… resultado: cabelo sem graça, feio, opaco, ressecado… Bora acabar com isso logo?

Hidratar

1. Hidratação

A gente tem costume de chamar todo creme que vai no cabelo de hidratação, né? Esse é, na verdade, o passo mais básico de todos. É o único que não tem um efeito negativo, se for feito em excesso; no máximo, simplesmente não vai fazer efeito nenhum.

Hidratar é repor água. Não preciso falar dos benefícios da água no nosso corpo, certo? Só que no cabelo ela vai embora facinho, seja por usar secador, chapinha, babyliss, ou por fatores naturais mesmo. Sol muito forte, por exemplo, faz o cabelo perder umidade mais rápido com a evaporação.

Essa parte dá brilho e, em cabelos que estão um pouco ressecados, também deixa o toque mais macio – se seu cabelo está pedindo socorro, você só vai sentir a maciez depois dos outros passos, desculpa :( Seja qual for seu caso, dá para fazer o processo uma vez por semana, tranquilamente.

O truque para identificar uma máscara de hidratação é procurar por ingredientes naturais ou glicerina. Veja se tem aloe vera, extrato de plantas, frutas, derivados do açúcar… só não vale ser óleo de alguma coisa, senão vira nutrição. A famosa máscara “hidratante” da Moroccanoil na verdade é de outra categoria.

É bem simples de usar: lava o cabelo com o shampoo, passa a máscara mecha por mecha (sem peguiça, gente), deixa o tempo indicado no rótulo do produto, enxágua e passa condicionar e leave-in para “selar” o cabelo, ou seja, fechar as escamas do fio e dificultar a evaporação.

Nutrir

2. Nutrição

Essa é a minha parte preferida, porque é o que meu cabelo mais pede. A nutrição repõe nutrientes, como próprio nome já diz :p, especialmente lipídios, e serve para manter aquela oleosidade natural e saudável do cabelo.

Está com o cabelo poroso, áspero ao toque e com as pontas todas zoadas, aquele volume que não é bonito, cheio de frizz e, se for cacheado ou crespo, os caracóis não estão formando direito? Bota uma máscara nutritiva nele.

Facinho, facinho de identificar. Dá uma lida nos ingredientes: tem algum óleo vegetal (que venha de produto natureba!) aparecendo antes de todo o resto dos componentes? Por exemplo, Macadamia Seed Oil ou Argania Spinosa Oil? Leva para casa que é nutrição na certa. Cuidado: óleo mineral não pode. E aí os passos são o mesmo da hidratação, só é legal tirar o excesso de água dos fios com uma toalha antes de passar o creme, pra absorver melhor.

Mas calma, não precisa correr na farmácia ou gastar duzentinhos no Moroccanoil, não. Vai até a sua cozinha e olha pra mim: tem azeite de oliva extra virgem, óleo de coco ou de mamona natural? Pega ele mesmo! Nesse caso, você lava o cabelo com shampoo, passa o óleo (se o cabelo for oleoso toma cuidado, hein?), cobre com uma touca de plástico – pelamordedeus não vai colocar touca térmica! Óleo + calor = fritura! Vai fritar seu couro cabeludoooooooooo! – ou com a toalha mesmo e espera uma hora. Volta pro chuveiro e lava de novo com shampoo, condicionador e leave-in. Pronto!

Exagerando na dose, seu cabelo vai ficar pesado, com carinha de sujo, sabe? Se ele tá bonito, mas falta aquele plus a mais, usa bem pouquinho óleo e não faça mais do que uma vez a cada 15 dias.

Tem outro truque de nutrição feito com esses óleos caseiros que eu vou ensinar mais para frente. Dica: vem diretamente da Índia, onde as mulheres tem aqueles cabelos de chorar de tão lindos.

Reparar

3. Reconstrução

Naquele momento em que seu cabelo está tão elástico, tão quebradiço, tão frágil que você chega a pensar em raspar, corra para a reconstrução. Ela repõe a proteína do fio. E olha só, 90% dele é feito dessa coisinha aí. Isso é ótimo, porque significa que os danos mais profundos são mais difíceis de acontecer (a não ser que você descolora muito o cabelo, use mil produtos com amônia, entre outras experimentações). Por outro lado, é fácil exagerar na dose.

Aí as proteínas vão se sobrepôr à água e às vitaminas. Resultado: seu cabelo vai ficar… elástico, quebradiço e frágil! Porque vai ter proteína demais e elas vão impedir os outros nutrientes de penetrarem no fio.

Agora, pensa só: se você acha que seu cabelo está detonado, vai fazer reparação. Ok, uma vez dificilmente vai estragar. Mas você decide que talvez seja bom fazer, sei lá, duas reparações essa semana, sem hidratar nem nutrir antes, e sem ter descolorido, por exemplo. Ele vai aparentar estar mais detonado! E aí você faz restauração de novo, para melhorar o aspecto dele. Opa, mais cara feia! Mais restauração! Mais detonado! Ixi…

Por isso, é super importante ter cuidado com a restauração. A maioria das pessoas só precisa fazer o processo uma vez por mês – isso quando precisaE sempre, SEMPRE, só depois de hidratar e nutrir.

No rótulo, procure pelas inas: queratina (Hydrolyzed Keratin), creatina (Creatine), arginina (Arginine), cisteína (Cysteine); e por colágeno (Hydrolyzed Collagen Protein).

Última dica: jamais faça mais de uma máscara no mesmo dia. O ideal é aguardar pelo menos 48 horas entre uma coisa e outra. E sempre respeitando a ordem: hidratar, depois nutrir, depois reconstruir.

Por essa semana é só, gente! Volto logo, logo, para falar com vocês. E se preparem: receitinhas caseiras de máscaras dos três tipos. Ah, e me contem: vocês faziam as coisas certinhas ou rolava uma confusão também?

Post escrito por Tarsila Isabela